segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Chapada Diamantina - 9 dias - Parte 1

Chapada Diamantina - 9 Dias - Parte 1

Olá pessoal :) Chegamos ontem da Chapada Diamantina, passamos lá o Natal e o Ano Novo, e foi incrível!!
Sempre tenho um pouco de resistência para passar as festas de final de ano longe da família, dá aquele peso na consciência, sabe? Mas tive uns dias de folga e achei uma ótima oportunidade de fazer uma viagem mais longa e legal. 
Começamos nosso planejamento bem tarde, cerca de 3 semanas antes da viagem não tínhamos a menor idéia de onde iríamos! Após muita pesquisa, e depois de descartar outros destinos que queríamos muito: Ubatuba, Ilhabela, Ilha Grande, Pantanal, Chapada dos Veadeiros e Jalapão, finalmente decidimos: Nosso destino seria a Chapada!! Uhu!!
Consegui comprar os vôos de Guarulhos para Salvador com mulhas pela TAM (apenas 16.000 ida e volta por passageiro, uma pechincha considerando a época do ano). Os horários não eram os melhores do mundo, nosso vôo de volta saiu de Salvador às 02:45, muito cedo para valer a pena dormir em Salvador e muito curto para dormir um soninho bom no vôo (apenas 2h e meia), mas valeu pela economia.
Viajar para a Chapada não é das coisas mais fáceis, as informações que você encontra na internet são poucas, confusas e em sua maioria imprecisas, nã dá para ir seguro do que vai encontrar. A primeira dúvida:

ALUGAR OU NÃO UM CARRO?
Sem dúvida! Queríamos conhecer os pontos mais legais da Chapada, e tínhamos pouco tempo, apenas 09 dias (já tirando o dia de chegada e saída), para conseguir isso. A Chapada é enorme, de um ponto a outro você pode levar incríveis 3 a 4 horas para chegar. Imagine ter que levar esse tanto para chegar a uma atração todos os dias, quanto tempo perdido! Além disso, não há serviço de ônibus para as atrações. Você fica dependente de tours operados por agências, que são caros e detonam com a sua liberdade.
Antes de decidir pelo aluguel, fizemos uma pesquisa entre as agências para poder comparar os preços. O melhor preço para um roteiro legal que consegui encontrar foi R$1500,00 por pessoa, para 7 dias, saindo de Lençóis (seriam R$3.000,00 para nós dois). O aluguel do carro básico 1.0 com ar, quilometragem livre e com seguro total (aquele que você não paga franquia em caso de avarias) ficou R$1800,00 pela Unidas de Salvador, para 11 dias. O seguro quase dobrou o preço do carro, mas queríamos evitar dor de cabeça na volta.

ONDE FICAR
Como o parque é muito grande e as atrações são espalhadas, decidimos ter várias bases na nossa viagem. Assim, aproveitaríamos as atrações mais próximas de cada base e evitaríamos longas jornadas desnecessárias. 
Começamos nosso roteiro pelo Sul da Chapada, em Ibicoara. Essa cidadezinha é muito voltada para a agricultura, há extensas plantações circulares irrigadas por toda a parte, mas não tem muita estrutura turística. Os melhores lugares para comer são sem dúvida as pousadas. Há apenas 2 restaurantes na cidade, que são um pequeno quilo, com comida gostosinha e preço bom, mas muito, muito simples, e um maiorzinho na praça que serve porções e pizzas, também simples.
Saímos de Salvador por volta das 13h. Seguindo as informações que encontramos em outros blogs, fizemos a rota pela Estrada do Feijões, passando por Ipirá. A estrada por ali está em boas condições e você evita o pesado tráfego de caminnhões da BR. Cuidado nunca é demais, e essa BR é bem perigosa. Se você procurar no Goggle Maps, ele vai te mandar por uma outro caminho que talvez seja mais rápido, passando pela BA242 e um município chamado Marcionílio Souza, mas como não tínhamos a menor idéia das condições dessas estradas decidimos ir por Ipirá mesmo. Acertamos o GPS para Mucugê (queríamos parar lá para comer), tendo Ipirá como ponto de passagem.
Chegamos a Mucugê por volta das 20h (Cuidado com a estrada próximo a Mucugê, ela fica sinuosa e esburacada) e paramos no simpático Cafe.com para jantar. O lugar é bem bonitinho, com paredes de pedra e decoração charmosinha. Comi um crepe de espinafre com ricota que me deixou com um sorriso de orelha a orelha, como é bom uma comidinha gostosa depois de uma longa viagem!!!
De barriguinha cheia, seguimos viagem para Ibicoara. Há um posto de gasolina na saída de Mucugê, quase em frente ao famoso cemitério Vitoriano. O próximo posto fica a 40km, então se certifique de que não é melhor abastecer antes de seguir viagem.
A estrada de Mucugê para Ibicoara é um sonho, plana, quase sem nenhuma curva e em ótimas condições. Chegamos a Ibicoara em menos de 1h.

PRIMEIRA PARADA: IBICOARA 
Ficamos na pousada Kabana de Pedra. Chegando a Ibicoara, você logo vai ver uma placa para as pousadas. Subindo esta rua, siga pela ruazinha de terra e logo você vai achar novas placas para as pousadas da cidade. Esta é a estradinha que dá acesso à trilha para a Cachoeira do Buracão e Cachoeira da Fumacinha, que são os principais atrativos da cidade.

A pousada é muito gostosinha, os quartos são espaçosos, funcionais, confortáveis e limpos, com ar condicionado. Dormimos o sono dos justos e acordamos cedo para tomar café e nos prepararmos para nossa primeira aventura na Chapada.
Havíamos pedido para a dona da pousada (a simpaticíssima Dona Graça) para que solicitasse um guia para nós, pois queríamos fazer o Buracão logo no dia seguinte. Não gostamos muito de fazer trilha com guias, mas para o Buracão e a Fumacinha o guia é obrigatório. Quando você chega na entrada do parque tem uma guarita e uma porteira, se você não tiver guia eles não deixam você ir (você pode contratar um por ali mesmo se quiser). 
E às 9h da manhã lá estava ele. Acertamos o preço (R$75,00 o casal) e seguimos então pela estradinha de terra. Algum tempo após a guarita, onde pagamos R$6,00 cada pela entrada, chegamos a um riozinho que tem que ser atravessado com o carro. Fiquei com um medaço de quebrar o carro logo no início da viagem, mas como o maridão tem um parafuso a menos e uma vocação para motorista de rally, foi firme e forte e conseguimos atravessar na boa!! Se você não se sentir seguro, dá pra parar o carro ali mesmo e ir andando, nesse caso você caminha cerca de 2km a mais (não é tão ruim, a estradinha é plana e imagino que seja boa de andar).
Riozinho a ser atravessado de carro - Cachoeirado Buracão - Chapada Diamantina

A CACHOEIRA DO BURACÃO
A trilha é muito sossegada, a maior parte é plana, você passa pela Cachoeira do Buracãozinho e Cachoeira das Orquídeas no caminho. Paramos no alto da Cachoeira do Buracão para tirar algumas fotos, ela é sim tudo aquilo que você lê por aí!!! É linda demais!!! Você deita na ponta do despenhadeiro e vê aquela cachoeira linda despencando no meio daquele cânion, cheio de passarinhos e borboletas voando, sensacional!!
Cachoeira do Buracãozinho - Chapada Diamantina


Cachoeira do Buracão - Chapada Diamantina - Fantástica!!!

Depois dessa parada, hora de descer e ver a cachoeira por baixo. Ao final da descida, uma arara cheia de coletes salva-vidas para que os visitantes possam nadar no poço (ele é bem fundo, tem gente que faz até salto ornamental por lá!!Red Bull - Chapada Diamantina
Em Dezembro, por causa das chuvas, a cachoeira fica bem cheia, e a água do poço estava nervosa, não tem como ir sem colete de jeito nenhum. A ponte que leva os visitantes ao lado do cânion em que se anda para chegar à cachoeira tinha sido arrastada pela chuva há alguns dias (ela fica dentro de um cânion quase fechado, tem que andar pelas pedras para avistar o poço e a queda), então tivemos que saltar na água para poder chegar ao outro lado, o que foi meio chato, pois não pudemos levar nossas câmeras.
Mas mesmo assim valeu muito a pena!! A cachoeira é uma delícia, um cenário maravilhoso, sem dúvida uma das mais bonitas da Chapada!
Canion da Cachoeira do Buracão - Chapada Diamantina - A Cachoeira fica lá dentro!!

CONSELHO IMPORTANTE: Leve uma bolsa a prova d'água para sua câmera, você vai precisar dela na Chapada. Muitas das cachoeiras fazem uma névoa densa, que não permite que você use sua câmera perto delas!
Depois do mergulho, lanchinho e caminhada de volta para o carro. Ainda paramos em um morro com uma vista bem legal para tirar essas fotos lindas. O guia perguntou se gostaríamos de ir até a cachoeira do Licuri na parte da tarde, mas como queríamos fazer a trilha da Cachoeira da Fumacinha no dia seguinte, preferimos descansar nossas perninhas.
Combinamos com o guia a saída para a Fumacinha no dia seguinte, às 6:00 da manhã.
Na volta, passamos ainda na pousada Portal dos Avataras para conhecer. A pousada tem toda uma filosofia zen, é um lugar lindo, natural e bem cuidado. Conversamos com a dona da pousada, dona Maha (não tenho certeza da grafia correta) para podermos jantar por lá. Os donos são vegetarianos e lá serve-se uma comida de comer de joelhos, de tão deliciosa!! Encomende com antecedência, ligue algumas horinhas antes de ir, vale a pena! Para quem não come carne, como eu, pode ser um suplício se alimentar em cidades pequenas, então encontrar um lugar como esse é como achar água no deserto!
Depois de uma noite deliciosa na Portal dos Avataras, com muita conversa e ótima comida, voltamos para descansar e estar preparados para o dia seguinte. FUMACINHA, AÍ VAMOS NÓS!!!!

14 comentários:

  1. Olá! Gostaria de saber quanto vocês gastaram nesta viagem...somente uma base. Penso em passar 5 dias na chapada, mas preciso ter uma base de quanto se paga com hospedagem, comida, guias...

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    1. Oi Renato! As principais despesas foram o carro (R$1800,00) para os 11 dias, com seguro total sem franquia pela Unidas, e a hospedagem (em média R$ 200,00 o casal pelo Booking.com). As únicas diárias mais caras foram em Lençóis, por causa do Reveillon. Só contratamos guias para a Cachoeira Encantada (150,00 o casal) e Cachoeira do Buracão (75,00 o casal), as demais atrações fizemos sem guia.
      Para comer, há opções muito em conta em todas as cidades. Você consegue fazer uma refeição até por uns 20 reais na maioria delas. É claro, querendo um super restaurante você acha também, e paga mais caro.
      Para economizar, recomendo sempre alugar um carro, vai sair muito mais barato que ir nas atrações com agência, e escolher várias bases para dormir, assim você também economiza tempo e gasolina com os deslocamentos.

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  2. Olá! Qual pousada você recomendaria em Lençóis? O que você acha da pousada Alto do Cajueiro?

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  3. Oi Luciana! Em Lençóis eu fiquei na Pousada Piçarras, mas não recomendo, era muito precária a estrutura! A Estalagem do Alcino e o Hotel de Lençóis são maravilhosos, mas não sei se estão na faixa de preço que você precisa. Na dúvida, dá uma olhadinha no booking.com e no tripadvisor.com , as avaliações desses sites sempre dão umótimo referencial!

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  4. Ola , primeiro parabens pelo blog .. ficou espetacular ... adorei ... somos de aracaju/sergipe e vamos fazer a chapada de carro ... gostaria de saber se eu poderia usar mucuge como base para os passeios mais distantes e perto de ibicoara .. tive olhando e a distancia entre as 2 cidades é de 78 km ... será que seria viavel ?

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    1. Pode sim Bruno! A estrada entre Mucugê e Ibicoara é um tapete, plana e em ótimo estado! A única parte que fica um pouco ruim para ir de Mucugê é a região de Vale do Capão, porque a estrada para lá é de terra, então demora um pouco para chegar. Se você for fazer a Cachoeira da Fumaça saindo de Mucugê eu recomendo sair bem cedinho, assim você não faz a trilha com o sol tão forte! E para visitar a Pratinha, Pai Inácio, Mosquito e outros próximos a Lençóis é bom pernoitar por lá, porque é meio distante de Mucugê. Boa viagem!

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  5. Olá! Estou pesquisando um roteiro para fazermos eu e meu marido a partir de 09/11/15 por uns 10 dias na Chapada e gostamos muito dos relatados por você neste blog. A nossa preocupação é se nesta época do ano chove muito por lá. Você conhece algum relato de alguém para nos dar dicas? Abraços, Aline

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  6. Essa postagem no blog de vocês foi essencial para ajudar nas minhas escolhas quando estive na Chapada. Gostaria de poder colaborar um pouco com outras pessoas, publicando aqui meu roteiro, caso vocês concordem, claro. Um forte abraço.
    Este foi meu roteiro (grana curta) pela Chapada, agora em setembro de 2015:
    Dia 01- Chegada Lençóis. Prepare-se para o assalto: R$ 70,00 um táxi do aeroporto até a cidade. Não se loca carros no domingo a tarde, então tivemos de dormir lá.
    Dia 02 – Gruta Lapa Doce, Caverna Fumacinha e, depois, “Complexo” Pratinha. Dormimos em Iraquara, Hotel Mke, bem barato, bom café da manhã.
    Dia 03 – Seguimos para Vale do Capão e, antes, paramos em Conceição dos Gatos (no caminho). Tomamos banho de cachoeira (o acesso custa R$ 2,5) e depois comemos o famoso pastel de Jaca (delícia). Seguimos para o Vale, paramos no Riachinho por algumas horas. Dormimos na Pousada Savi Café (R$ 100,00 casal), simples, aconchegante, sem café da manhã. Jantamos na pizzaria que fica na praça central (R$ 15,00 a pizza individual, que é bem grandinha e R$ 4,00 a jarra de 900ml de suco).
    Dia 04 – Café da manhã na Padaria Licorá (barato e tudo de ótima qualidade) e, em seguida, Cachoeira da Fumaça por cima. Não pegamos guia e conseguimos chegar com certa facilidade. Muito sol, recomendo ir cedo. O passeio dura meio período (dependendo do seu ritmo). Depois de voltarmos e almoçarmos, voltamos ao Riachinho (daria para ter ido ao Poço Angélica ou outro ponto turístico). A noite jantamos na famosa Pizzaria do Vale do Capão (R$ 36,00 a pizza e uma jarrinha de suco), muito boa.
    Dia 05 – Fomos de Vale do Capão a Andaraí via Mucugê (estrada de chão). Foi bem tranquilo, a estrada estava boa e sem movimento. Ao chegarmos lá almoçamos e nos instalamos na Pousada Sincorá (excelente, aproximadamente R$ 160,00 diária casal), em seguida fizemos o passeio ao Pantanal de Marimbus (R$ 20,00 por pessoa), de onde é lindo ver o por do sol. Jantamos na Tapioçaí, que fica na praça e serve uma tapioca caprichada (R$28,00 duas tapiocas e dois sucos).
    Dia 06 – Passeio e almoço no Poço Azul. Passeio e almoço com suco custaram R$ 102,00 Na volta, Gruta da Marota (R$ 20,00 casal, imperdível para quem gosta de grutas, a mais linda da Chapada). Dica: faça a gruta ANTES do Poço (por causa do horário do sol), assim quando sair do Poço você ainda poderá fazer mais um programa. Jantamos na Cycakes, na Praça, baratinho e MUITO bom.

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  7. Dando continuidade... Parte 02
    Dia 07 – Permanecemos em Andaraí e de lá fomos a Rampa do Caim (fizemos sem guia, basta perguntar onde fica o campo de futebol. Ao chegar lá, contorne o campo pela DIREITA. Bem a frente na trilha haverá uma pedra enorme no meio do caminho: contorne-a pela direita e você chegará ao fim, onde há vários mirantes). Este passeio é imperdível, mas é cansativo. Indico ir de blusa de manga longa por causa da vegetação, usar boné e calçado impermeável (vai precisar em vários trechos). Na volta, almoço em Igatu e dá para aproveitar para fotografar essa linda cidade, já que o sol da tarde a deixa perfeita. Jantamos na Kabana de Pedra (vale a visita, tem vários pratos, a conta foi R$ 70,00 para um baião de dois com dois sucos e dois acompanhamentos extras);
    Dia 08 – De Andaraí, saindo bem cedo fomos à Cachoeira Encantada (imperdível). Fomos pela estrada de chão que leva até a entrada do Poço Encantado (22km estrada de chão desde o asfalto), passamos por este anda-se mais 21km de estrada de chão, vira-se a direita (pequena placa indicando BAIXAO), anda-se mais uns 20 km e chega-se ao povoado do Assentamento do Baixão. Leva-se aproximadamente 1h30min para chegar de Andaraí até lá, então saia CEDO. No Baixão você pega um Guia (Orlando, tem facebook), que custa por volta de R$ 130,00 o casal, anda mais 10 km de estrada de chão até a entrada da cachoeira e aí começa a trilha, que dura em torno de 2h30 a 3h de caminhada (só a ida). Esse passeio dura o dia todo e, na volta, só tomamos banho e jantamos na Cycakes (super barato e excelente, R$ 23,00 por três tapiocas, dois sucos, duas empadas e 01 pedaço de torta prestígio).
    Dia 09 - De Andaraí seguimos até a Cachoeira do Buracão. É um bom trecho de asfalto até chegar em Ibicoara, onde se contrata um guia (obrigatório) e segue por 30km até a entrada da atração. No caminho, você passará pela casa do GUIA CLEITON (tem uma placa na frente), esposo da Nena (ou Nina?), onde você pode encomendar a melhor comida caseira da região para a volta do passeio. Custou R$ 20,00 para mim (vegetariana) e R$30,00 para cada um dos que comiam carne e todos saímos rolando da mesa. O guia para o Buracão custa por volta de R$ 80,00 o casal e paga-se mais R$ 6,00 por pessoa para entrar. A caminhada é bem tranquila. Após o almoço (que foi às 15h), fomos para Mucugê, nossa nova parada. Ficamos na Pousada Sempre Viva, bem localizada, razoável estada, diária de R$ 100,00 o casal.
    Dia 10 – De Mucugê fomos passear no Projeto Sempre Viva, onde, depois, tomamos banho na Cachoeira Tiburtino (R$ 15,00 por pessoa a entrada no projeto). Descansamos o resto do dia e, por volta das 17h, fomos ao Cemitério Bizantino. Por trás do cemitério (partindo de uma trilha a sua direita), sobe-se a um mirante, de onde se tem uma linda vista da cidade. Depois do jantar, vale pegar uma cocada na tiazinha que trabalha um pouco para frente do Restaurante Dona Nena. Ela coloca uma faixa na janela de casa anunciando seus quitutes (cocada, brigadeiro, pudim, salada de frutas), que são imperdíveis. A cocada gigante custa R$ 2,50.
    Dia 11 – Descansamos e depois pegamos a estrada rumo IBICOARA, onde ficamos na Pousada Sabor da Chapada, bem simples mas suficiente para nossos anseios, R$ 80,00 o casal. Jantamos por lá mesmo e contratamos o guia para a Fumacinha. Prepare-se para o assalto, pois os guias querem cobrar R$ 200,00 o casal para fazer esse passeio. Conseguimos nos juntar a outro casal e então o guia cobrou R$ 150,00 cada casal.

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    1. Oi Samia, td bem?
      Estou querendo ir a chapada agora em setembro. Os pontos que você "não citou" que os guias são obrigatórios, como Fumacinha e Cachoeira Encantada, realmente necessitam de guia? É que me da uma frustração, chegar a um lugar com guia e perceber que poderia chegar lá por conta própria, isso aconteceu na Chapada dos Veadeiros - GO. Tem um agravante, sou guia aqui em Florianópolis, ai sabe como é? Sempre acho que poderia fazer por conta própria, kkkk.
      Desde já agradeço.

      joel

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  8. Parte 03...
    Dia 12 – Dia de acordar muito cedo pois antes das 6h estávamos na estrada rumo à Fumacinha. São uns 30 km de estrada de chão. Se gosta de animais, leve um pouco de ração pois no início da trilha mora uma enorme matilha de cães famintos. Iniciamos a trilha cedo e, como nosso ritmo era bom, em menos de 3 horas estávamos no destino, que é realmente deslumbrante. Busque ir no horário em que o sol entra e atinge a pedra de onde todos querem fotos. Esse passeio dura o dia todo e não há cobrança de entrada. Leve lanche. Vale à pena dormir em Ibicoara novamente, como fizemos, pois chegamos bem cansados e não queríamos dirigir a noite.
    Dia 13 – Fomos de Ibicoara até Lençóis, onde ficamos no Hostel das Estrelas (recomendadíssimo, diária por volta de R$ 100,00 o casal). Devolvemos o carro e descansamos o resto do dia. No centrinho, perto da praça principal, tem uma lanchonete simples, que vive cheia, Lá você encontra lanches baratos e bons, mas não há opções vegetarianas. O suco é ótimo (R$ 3,00 a jarra de 500ml), assim como a cerveja (R$6,00 a garrafa). Aproveitamos que estávamos em Lençóis e contratamos com a agência Chapada Adventure Daniel (com antecedência) para conhecermos o Vale do Pati, roteiro de três dias (custo de aproximadamente R$850,00 por pessoa para pagamento a vista e em dinheiro)
    Dia 14 – Fomos ao Parque da Muritiba, que fica dentro de Lençóis, com entrada pelo lado do Hotel Serrano. Inicialmente, você encontra o Rio Serrano, onde dá para curtir um banho e descansar. Seguindo a trilha que fica a esquerda (por trás do cano preto), você inicia o passeio, passando pelo Poço Harley, Cachoeira Primavera, mirante da cidade, mirante da serra, salão de areias coloridas. Fizemos o passeio todo sozinhos, mas há guias no local oferecendo seus serviços. Não paga entrada. Meio dia é suficiente para este passeio, mas pode-se passar o dia no local.
    Dia 15 – Fomos buscados pela empresa Chapada Adventure Daniel e levados até a cidade de Guiné, de onde iniciamos a trilha do Vale do Pati. Neste primeiro dia, caminhamos proximadamente 15 km até a casa do Sr. Wilson, onde jantamos muito bem e dormimos (os valores estão incluídos no pacote da agência);
    Dia 16 – Após o café da manhã reforçado da Dona Maria, subimos o Morro do Castelo, de onde se tem uma vista linda do Vale do Pati. Na volta fomos a Cachoeira do Funil e a outras quedas que ficam na sequencia. Jantamos e dormimos no Seu Wilson de novo.
    Dia 17 – dia de voltar do Vale. Após a caminhada de retorno, por volta das 12h a empresa de turismo nos buscou em Guiné, de lá voltamos para Lençóis, onde descansamos e jantamos no delicioso Na Moranga (R$66,00 para duas pessoas).
    Dia 18 – Dia de ir embora. A agência Chapada Adventure Daniel leva seus clientes por R$ 50,00 o casal para o aeroporto de Lençóis.

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  9. Obs. locamos o carro na LUKDAN, em Lençóis. Custa R$ 150,00 a diária (sim, um absurdo, mas era o lugar mais barato) para um carro 1.0 SEM ar e sem direção. Pagamos 12 diárias à vista em dinheiro, ai eles deram 10% de desconto. O carro com ar e direção custa R$ 250,00 dia. Tivemos problemas (simples) com o carro e eles nos deram toda assistência, são bem bacanas.

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    1. Sâmia muito obrigada pela colaboração!! Tenho certeza que as informações compartilhadas vão ajudar muitos outros viajantes! Abraço!!

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  10. olá. parabéns pelo post.
    Caso queiram mais informações, vejam:
    http://vila-de-igatu-chapada-diamantina.blogspot.com.br

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